domingo, 27 de julho de 2014
Flores
Sublimemos, amor. Assim as flores
No jardim não morreram se o perfume
No cristal da essência se defende.
Passemos nós as provas, os ardores
Não caldeiam instintos sem o lume
Nem o secreto aroma que rescende.
José Saramago
As flores sempre exerceram fascínio nas pessoas. Cantadas em prosa e verso, aguçam o nosso imaginário e tornam o nosso cotidiano mais bonito. Oferecer flores sempre foi considerado um ato de carinho, amor, amizade, consideração. Através delas prestamos homenagens, nos momentos mais significativos da vida - nascimentos, aniversários, formaturas, casamentos - e na morte.
Representá-las através da pintura foi um exercício de paciência e dedicação ao tentar captar um pouco de sua magia.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
O mundo das Fadas
Elas povoam a imaginação das crianças. Têm asas leves e transparentes, como as libélulas.Seu nome provém do latim: fatum. que significa fado, destino. Por isso acredita-se que elas podem intervir no destino das pessoas com o simples toque de sua varinha mágica....
Elas são as fadas e, através dos tempos, fazem parte do imaginário dos que acreditam em sua existência.
Quem nunca se encantou com os famosos contos de fadas?
Por trás de histórias simples, seus autores transmitem mensagens para serem guardadas em nossos corações por toda uma vida.
Quem não se emocionou com as fadas madrinhas? Com as historias contadas durante a infância?
Com a fada Sininho, amiga e protetora de Peter Pan? Quem sentiu medo da fada má, responsável pelo encantamento da Bela Adormecida (princesa condenada ao sono eterno até que o belo príncipe venha libertá-la? Ou, ainda, com a fada que transforma uma abóbora comum em uma rica carruagem para Cinderela ir ao baile no palácio dos sonhos?
Elas também geram expectativas. É costume, em muitos países, as crianças colocarem debaixo do travesseiro o seu primeiro dente de leite, que caiu, para que a fada do dente o troque por um presente durante a noite.
Quem não desejaria, em certos momentos, que uma fada aparecesse e transformasse sua vida, como num passe de mágica?
Fadas, gnomos, delfos, silvos e muitos outros são criaturas chamadas de espíritos da natureza, pois vivem em contato permanente com a fauna e a flora e têm a missão de protegê-los. Habitam o mundo invisível aos olhos humanos.
Não é possível descrever perfeitamente a aparência de uma fada, pois elas vivem em um mundo paralelo ao nosso. Não é preciso vê-las. Dizem que, para que sua presença seja notada, é preciso silenciar a mente, pois elas aproximam-se como uma suave melodia, uma leve brisa ou um perfume delicado...
Pelo menos como imagino, pude reproduzi-la em uma tela que presenteei à minha filha.
Shakespeare já dizia que há mais coisas entre o céu e a terra do que pode entender nossa vã filosofia.
Carl Yung complementa, ao afirmar que existe e sempre existiu um realismo mágico contraposto ao mundo real.
É só aprender a sentir...
domingo, 19 de janeiro de 2014
Um novo colar!
Coitado do meu blog Colar de Pérolas! Quase quatro meses em completo abandono. Hoje, sentada a frente do computador, me dou conta que não o alimentei, não o afaguei, não conversei e nem sequer briguei com ele. Quase o esqueci. Não chegou a tanto.
Ainda o respeito, Colar de Pérolas. Ainda guardo comigo os momentos em que recordava as experiências vividas e procurava as melhores palavras para expressar as alegrias e as tristezas, os desafios e as conquistas, os encontros e desencontros desta caminhada até aqui.
Mas, como tudo nesta vida é cíclico, estamos aqui novamente. Existe uma sabedoria natural que nos faz entender que, às vezes, devemos parar um pouco. Refletir. Intercalar momentos de atividade com os de repouso .Respirar fundo, encher os pulmões de ar para mergulhar nas profundezas do mar das emoções. Restabelecer nosso elo profundo com o ritmo do universo e sentir a plenitude do existir.
.
Quanta coisa aconteceu nestes quatro meses. Quanto assunto para comentar e repartir ficaram para depois! Quantas emoções guardadas e divididas. Algumas perdas, outros tantos ganhos. Dias ensolarados e quentes. Muita chuva e enchentes. Mortes e nascimentos. Novas amizades e velhas amizades renovadas. É a roda da vida que gira,gira, gira...
E as pérolas vão se juntando e formando um novo colar.
domingo, 29 de setembro de 2013
Camburi, a praia de meus olhos
Amanhecer na Praia de Camburi. Ao pintar esta paisagem, minhas lembranças viajaram no tempo.
Há cerca de trinta e cinco anos, chegávamos a Vitória, com o coração cheio de planos e esperanças. Meu marido, eu, e três pequenos, o menor com apenas alguns meses e o maior com quatro anos de idade. Não conhecíamos nada, nem ninguém no Estado. Tínhamos apenas uma promessa de emprego e muitos sonhos. Pois bem, estamos aqui até hoje, uma vida profissional concretizada, muitas amizades duradouras, filhos criados, muitas experiências vividas e ainda por viver...
Foi em Jardim da Penha, um bairro banhado pelas águas tranquilas da baia de Vitória - assim como Mata de Praia e Jardim Camburi - que nos instalamos e ficamos encantados com a paisagem e a praia perto de casa, de fácil acesso:. a Praia de Camburi.
Naquele tempo Camburi era mais bucólica. Resquícios de décadas passadas, alguns barcos de pesca ainda atracavam naquela praia, ao chegar o fim da tarde, trazendo o produto de um dia de trabalho sol-a-sol, de uma vida dura de seus tripulantes. Ainda podíamos ver algumas redes esticadas em suas areias. Logo que chegamos conseguimos adquirir algumas fotos de profissionais de renome no Estado para expô-las em nossa sala de estar, retratando a vida em suas areias.
Enquanto íamos curtir aquele cenário passeávamos pelas calçadas, delicadamente cobertas por pedras portuguesas ao longo de seus cinco quilômetros de extensão. O fluxo de veículos era tranquilo e a sombra das árvores era um convite para repousar, tomar uma cervejinha gelada ou deixar a garotada curtir a faixa branquinha de areia ou ainda mergulhar naquelas águas ainda límpidas.
Durante três décadas, vimos muitas transformações ocorrerem naquela extensão de praia, verdadeiramente paradisíaca : o alargamento das pistas, a construção de altos edifícios na orla, a derrubada dos antigos quiosques para construção dos polêmicos e atuais, a erradicação das castanheiras que foram consideradas exóticas pelos técnicos da Prefeitura (erradicação que, para mim, é uma aberração), a reforma da ponte que liga o continente à ilha de Vitória, a construção da imagem de Iemanjá, o que provoca muita polêmica entre seguidores de outras religiões. E a substituição das pedras portuguesas por um piso acimentado e entremeado por peças de granito.
O calçadão perdeu aquele ar bucólico para dar lugar à circulação de milhares de pessoas, fazendo cooper, praticando skate, andando de bicicleta, fazendo os mais variados exercícios ou caminhando, conversando com os amigos ou, simplesmente, olhando a paisagem. Um verdadeiro formigueiro em pleno horário de pico. Enfim, são muitas histórias para contar que não caberiam somente neste espaço.
Camburi hoje atrai visitantes, turistas e migrantes, de outros estados ou mesmo da região interiorana deste Espírito Santo, em busca de eventos culturais ou esportivos ou simplesmente para aproveitar a oportunidade de jogar conversa fora ou apreciar as belezas naturais. Mas é importante dizer que todas as intervenções urbanas não chegam a tirar a beleza e o charme deste lugar que é um dos cartões postais da cidade de Vitória. Camburi é sempre Camburi, toda majestosa, de todos os capixabas.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Pedra Azul
"No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho..." Drumond
Na estrada que liga Vitoria a Belo Horizonte, mais precisamente no município de Domingos Martins, uma pedra imponente se destaca, chamando a atenção dos viajantes que passam pelo local: a Pedra Azul.
A Pedra Azul tem esse nome devido ao fato de que, dependendo da incidência da luz solar, a pedra pode mudar de cor. Em determinados momentos fica de cor azul, mas pode mudar para verde, amarela ou ficar acinzentada. Um bom observador pode vê-la mudar de cor 36 vezes por dia.
Também é conhecida como Pedra do Lagarto por apresentar, em uma saliência rochosa, a forma do animal que parece subir pela sua encosta.
Um passeio bonito e relaxante é fazer uma caminhada pelas trilhas do Parque Estadual de Pedra Azul, criado para proteger um conjunto de valores naturais que se situam em torno desta formação de granito e gnaisse de 1.822m de altura.
O parque está localizado em terras dos municípios de Domingos Martins e Vargem Alta e apresenta inúmeras trilhas que permitem a contemplação da Mata Atlântica, passando por mirantes e inúmeras piscinas naturais.
Muitos ainda não conhecem ou não tiveram a oportunidade de visitar aquela região. Por isso tomei a iniciativa de fazer divulgar, através deste Blog, a tela, de minha autoria, inspirada em meus momentos de contemplação . Foi pintada a partir de uma foto que minha família e eu tiramos do local, em uma das muitas visitas que fizemos àquela pedra e ao patrimônio natural que o cerca, onde encontra-se uma reserva florestal.
Se você não sabe para onde vai programar sua próxima visita de férias, pense em incluir a Pedra Azul em seu roteiro. Esse quadro pode inspirá-lo, mas você verá que a pintura original pintada por Deus é uma obra incomparavelmente perfeita.
A Pedra Azul tem esse nome devido ao fato de que, dependendo da incidência da luz solar, a pedra pode mudar de cor. Em determinados momentos fica de cor azul, mas pode mudar para verde, amarela ou ficar acinzentada. Um bom observador pode vê-la mudar de cor 36 vezes por dia.
Também é conhecida como Pedra do Lagarto por apresentar, em uma saliência rochosa, a forma do animal que parece subir pela sua encosta.
Um passeio bonito e relaxante é fazer uma caminhada pelas trilhas do Parque Estadual de Pedra Azul, criado para proteger um conjunto de valores naturais que se situam em torno desta formação de granito e gnaisse de 1.822m de altura.
O parque está localizado em terras dos municípios de Domingos Martins e Vargem Alta e apresenta inúmeras trilhas que permitem a contemplação da Mata Atlântica, passando por mirantes e inúmeras piscinas naturais.
Muitos ainda não conhecem ou não tiveram a oportunidade de visitar aquela região. Por isso tomei a iniciativa de fazer divulgar, através deste Blog, a tela, de minha autoria, inspirada em meus momentos de contemplação . Foi pintada a partir de uma foto que minha família e eu tiramos do local, em uma das muitas visitas que fizemos àquela pedra e ao patrimônio natural que o cerca, onde encontra-se uma reserva florestal.
Se você não sabe para onde vai programar sua próxima visita de férias, pense em incluir a Pedra Azul em seu roteiro. Esse quadro pode inspirá-lo, mas você verá que a pintura original pintada por Deus é uma obra incomparavelmente perfeita.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Resgate da Memória
"Para estar junto não é preciso estar perto, mas sim do lado de dentro." Leonardo Da Vinci
A turma da oficina de pintura em tela do Centro de Convivência de Jardim da Penha, com a monitoria da artista plástica Ana Neri Morandi, está expondo, no saguão de entrada de Prefeitura de Vitória, de 26 a 30 de agosto, trabalhos em tinta acrílica sobre tela, retratando as recordações de lugares e pessoas que marcaram a história de cada autor das obras expostas.
O trabalho em grupo.
Ao organizarmos o evento, nossa companheira, Zuleica Passos, fotografou as telas em exposição, fazendo uma homenagem a esta blogueira. Seguem as fotos das telas expostas:
Residência de meus tios
A residência de meus tios Eraclides
Coutinho e Rosa Zampiere Coutinho era
situada em Bom Destino, Município de Itaguaçu, região noroeste do Espírito
Santo. Ali eles viviam com seus seis filhos.
Igreja de São Geraldo
Igreja cujo padroeiro é São Geraldo, localizada em Bom
Destino, Município de Itaguaçu, onde as famílias costumavam reunir-se para
fazer suas orações, festejar e também para conversar. O carro de boi em frente,
carregado de sacos de café, era guiado por meu pai, Humberto Schaquetti e um de
seus filhos. Esse era um dos meios de transporte da época.
Autora: Aidini Schaquetti
Igreja de Mimoso do Sul
– Paróquia de São José
"Esta Igreja me traz a lembrança da minha infância: da
catequese, coroação de Maria, a primeira eucaristia, as missas, a ladeira, a
gruta e as brincadeiras que fazia com as amigas no caminho para a
Igreja."
Autora: Eliane Maria
Moreira de Almeida
Largo da Estação
"O Beco de Seu Zeca fazia a ligação do Largo do Sossego para o Largo da Estação. Ali passei a minha infância e juventude, na cidade de Caravelas, Bahia. Ao fundo, aparece a Capela de Santa Efigênia, construída no século XVIII. A casa de esquina, à esquerda, pertencia ao pai de minha professora e madrinha. Lá, aos domingos, rezávamos o terço. Antes, fazíamos outra visita, tomávamos café e depois, seguíamos todos pelo Beco do Seu Zeca até a estação ferroviária e aos passeios campestres."
Autora: Zuleica Passos
Residência da Família Schaquetti
"Nesta casa - localizada em Bom Destino, Município de Itaguaçu, região noroeste do Espírito Santo - vivi minha infância e parte da juventude, com meus pais, Humberto Schaquetti e Maria Zampieri Schaquetti, e meus sete irmãos. Guardo deste local as melhores lembranças, pois ali fazíamos muitas brincadeiras e travessuras. Pintura inspirada em uma foto de 1949."
Autora: Aidini Schaquetti
Coreto na Praça
"Nasci em Muriaé, Estado de Minas Gerais, onde vivi até os 12
anos. Minha tela foi inspirada em foto tirada na praça de minha cidade, no início da rua do Hospital. Lembro que nessa
praça costumava reunir-me com as outras crianças para brincadeiras de
bandeirinha, pique-esconde e outras, nas manhãs e tardes depois da escola. "
Autora: Maria Elisa de
Oliveira Morais
Passeio de barco
"Lembro-me de um passeio de barco que duas amigas e eu fizemos,
saindo da antiga Praia Comprida, onde hoje é o aterro da Praça dos Namorados.
Era um bonito dia de sol, no ano 1946. As duas amigas eram de Belo Horizonte.
Eu estou sentada no barco, no lado esquerdo."
Autora: Ângela Rodrigues Amorim
Meu irmão e eu
"Meu irmão, com dois anos, e eu, com quatro anos, nos arrumamos, colocamos as nossas melhores roupas para tirar a foto. O dia de tirar fotografia era uma verdadeira festa! Pintei também a casa onde morávamos e onde nasci, em Barbados, Município de Colatina."
Autora: Ana Helea Baião
Casa de família
Autora: Maria Marta
Bunizol Fraga
Sonhos.. .família, memória
"Este lugar se chama Montevidéo, no Município de Alegre, Espírito Santo. Lá vivi os meus primeiros meses de vida, de 1947 a 1949, com uma grande família de 14 irmãos da união de duas famílias: Dalvi e Meneguete. Depois mudamos para Vitória, pois meu pai era homem guerreiro e gostaria de ter filhos letrados."
Autora: Maria da Penha
Dalvi
Casas da minha família
"A primeira casa é a dos meus avós maternos, situada no Município de Muniz Freire, no local chamado Alto Amorim. A segunda era dos meus avós paternos. Ficava na Cabeceira das Araras, no Município de São Gabriel da Palha. A terceira foi construída pelo meu pai, no Córrego Guarani, em São Gabriel da Palha. Na quarta casa, em São Gabriel da Palha, residi dos 16 anos até casar. Nesses lugares vivi minha infância e juventude, convivendo com meus avós e brincando com os primos."
Autora: Maria Marta Bunizol Fraga
Farol de Santa Luzia
"Há cinquenta anos, meus amigos e eu costumávamos praticar pesca de mergulho nas pedras do farol. Na época, pouca gente se aventurava a pescar ali, pois o local das pedras era muito íngreme e o mar muito violento. Caminhávamos desde a Praia da Sereia para chegar até lá e vivenciar essas aventuras."
Autor: Décio Dessaune
Passeio nas dunas
"Minha família costuma passar as férias de verão na praia Arroio do Sal, no Rio Grande do Sul, tradição que se renova desde minha infância. Desse cenário guardo a lembrança dos passeios que fazíamos pela orla marítima, como aconteceu em fevereiro de 1962, quando andávamos por montanhas de areia, subindo e descendo, conforme registrou minha mãe em foto onde aparecem meu pai e seus quatro filhos, retratados neste quadro."
Autora: Célia Maria
Fazenda Renascer
"Fazenda Renascer, propriedade de minha família, onde vivi todo o meu tempo de solteira. Até hoje conservamos a propriedade, procurando manter as mesmas características da época de meus pais, reunindo sempre toda a família como nos velhos tempos".
Autora: Juraci Alves
Pirola
Fazenda da Armada
"Esta é a casa da Fazenda da Armada, propriedade de meu bisavô paterno, localizada no Município de Canguçu, Rio Grande do Sul. Baseada em uma foto tirada no ano de 1932, quando, na frente da casa, meu bisavô, minha avó, meu pai (então com 16 anos) e outros familiares conversavam com alguns visitantes. Cresci ouvindo minha avó e meu pai contarem os episódios passados naquela fazenda. Este quadro é uma homenagem que presto a quem antes de mim já fazia a minha história."
Autora: Célia Maria
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Primeira exposição Oradas do Espírito Santo
O grupo que está desenvolvendo o Projeto Oradas do Espirito Santo, Ana Heléa Baião, Aidini Schaquetti, Zeth Aguiar, Célia Sanchotene e Zuleica Passos, foi convidado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Vila Velha do Espírito Santo para participar do workshop "Fé e razão caminhando juntas", no dia 7 de agosto de 2013. Para compor o tema os organizadores do evento realizaram, em espaço contíguo, uma exposição de arquitetura sacra.
De uma proposta de pintar vinte e cinco telas, o grupo já elaborou 12 telas que foram expostas nesse evento.
Heléa, Aidini,Ana Zeth, Célia e Zuleica mostram seus trabalhos no evento "Fé e razão caminhando juntas".
Novamente a turma posando junta.
Assinar:
Postagens (Atom)