Sempre que ouço alguém citar algum provérbio, lembro-me das alocuções de minha avó, mãe de meu pai. Ela conservava, em sua lucidez e perspicácia, uma coleção deles e, a cada situação, que ela presenciava, citava um de seus diletos, sempre devidamente apropriado à realidade retratada.
“Quem guarda sempre tem”, “Quem dá o que tem a pedir vem”, “Boi lerdo bebe água turva”, “Quem desdenha quer comprar”, ”O que é de gosto regala a vida.” “O apressado come cru”, “Quem ama o feio, bonito lhe parece”, “A mentira tem pernas curtas”, “Gato escaldado tem medo de água fria”, “A bom entendedor meia palavra basta”, “A noite é boa conselheira”, “Antes só do que mal acompanhado”, “Cada um sabe onde o sapato lhe aperta”, “O que é do homem o bicho não come”, “Quem diz o que quer, ouve o que não quer”, ou “Quem cala, consente” e assim por diante.
Ao fazer essas citações, por certo, sua intenção era fazer-nos pensar na mensagem oculta que queria transmitir. Criada em fazenda, no interior do Rio Grande do Sul, onde a maioria não passava das primeiras letras, dentro de uma cultura oral e machista, aprendeu a utilizar o provérbio como uma forma de persuasão, validando seus argumentos, frutos da combinação de seu imaginário com a realidade da campanha onde viveu. Por certo que sua cultura campeira passou a se contextualizar em ambiente urbano, quando aos vinte e poucos anos, foi viver na capital do estado.
Representando uma nova geração, meus irmãos e eu passamos a incorporar os provérbios em nosso dia a dia, não mais dentro de sua tradição, mas como meio de fazer validar as influências deixadas por ela, matriarca da família, quando precisava persuadir aqueles a quem gostaria de impressionar.
Muitas vezes, surpreendo-me repetindo-os também para os mais novos. Cada vez que os invoco, é como se minha avó estivesse perto de mim. Mal consigo disfarçar um sorriso de cumplicidade.
E isso me faz pensar que sua aparência altiva e talvez até soberba, ocultava uma mulher conhecedora dos questionamentos da alma. Até deixar esta vida, em 1972, aos 86 anos, minha avó conservava a elegância no andar. Nem a idade conseguiu curvá-la. Ela tinha profundos olhos azuis e a pele bem clara, quase sem rugas.
Era ela que também fazia balas de mel, delícias que marcaram a minha infância. Eram transparentes e macias. Mal podíamos esperar que elas ficassem prontas. Meus irmãos e eu ficávamos ansiosos à espera que esfriassem na bandeja para saboreá-las. Lembro-me o dia, que meu irmão mais novo, então com dois anos, entrou na cozinha e colocou a mãozinha no prato com o mel ainda quente. Teve queimadura feia. Por um tempo, nossa avó não fez mais as balas de mel. Sentiu-se culpada pelo acontecido. Somente tempos depois, por muito insistirmos, ela voltou a nos alegrar com as tão apreciadas “balinhas”...
Vó Alayde tinha um rádio no quarto. Todas as noites, após comer o seu mingau de aveia, ela se recolhia aos seus aposentos, deitava-se e ficava escutando as novelas do rádio. Eu sentava-me junto à sua cama e acompanhava com ela as histórias fascinantes de mocinhas e mocinhos das novelas. Uma delas era chamada “Violino Cigano”, que eu adorava. Minha imaginação ia longe com as estórias de amor dos moradores de uma tribo cigana.
Aos poucos, minha vó foi abandonando seus crochês, o hábito de escutar o seu rádio e a prática de fazer balinhas de mel.
Até então, quando eu a ajudava em alguma coisa, dizia-me, sem perder a sagacidade: ”Obrigada, minha filha, o que eu te devo teu namoradinho que te pague!”.
O convívio com minha avó e suas estórias e histórias deixou-me impressões que guardei ao longo de minha vida. Do enredo de “Violino Cigano” guardei o interesse pelas histórias de magia e de mistério, consulta às cartas advinhatórias, danças ciganas e tudo aquilo que representa as tradições ligadas ao inconsciente humano.
Querida vozinha, hoje entendo a sua personalidade calada. Mesmo em seu silêncio, falava através de suas atitudes, seus gestos e seu carinho especial a mim, ficando, para sempre, em minha memória, toda vez que um provérbio é lançado ao ar. “Como dizia minha avó...”
quinta-feira, 29 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Quero um gatinho para me fazer companhia
Por alguns anos decidimos não ter animais em casa, até que, em um domingo de sol, uma amiga presenteou a família com um gatinho amarelo. É que, um dia eu havia dito de brincadeira: “Quero um gatinho para me fazer companhia”. E ela levou a sério. Felizmente. Ele era uma gracinha. Veio em uma cesta forrada com um colchãozinho macio. Até roupinha para dormir ele tinha. Nos conquistou à primeira vista. Até então, minha experiência com os felinos era zero. Consequentemente, Ronron e eu tivemos de ir aos poucos nos conhecendo.
Como já disse, nunca me interessei por gatos. A gente cresce cantando a antiga cantiga de roda “Atirei um pau no gato” e fica influenciada pela agressividade em relação aos animais da família dos felídeos. Que crueldade atirar um pau no gato e lamentar porque ele não morreu... E a dona Chica, coitada, que berrou tanto que o gato deu... miau. Também tem o desenho infantil, onde Tom está sempre perseguindo o rato Jerry que sempre o faz de bobo. Pobre gato, nunca consegue caçar o rato. Além disso, as bruxas das estórias infantis sempre aparecem acompanhadas de um gato preto. Mas em contrapartida, existem as estórias de gatos interessantes e inteligentes como, por exemplo, o Gato de Botas, o Gato Felix, o Garfield. Todas essas histórias me faziam ter certa desconfiança dos gatos e o meu interesse em conhecê-los melhor ficava somente no nível das estórias, fotos e canções.
Agora sei que no antigo Egito os gatos eram venerados e considerados sagrados. Bast, a deusa da fertilidade e da felicidade, considerada benfeitora e protetora do homem era representada na forma de uma mulher com a cabeça de um gato. Em outras civilizações, os gatos também eram venerados, a exemplo da Pérsia antiga, onde havia a crença de que quando o gato era maltratado, corria-se o risco de estar maltratando um espírito amigo e, ao fazer isso, o homem estaria atingindo a si mesmo.
Isso explica para mim porque os gatos são indecifráveis. Eles são autênticos, não precisam bajular ninguém. Eles se bastam. São independentes. Asseados.
Silenciosos até no andar. Elegantes. Misteriosos, porque em torno deles giram muitas histórias. Ronron não foge a regra, sabe o que quer e sabe impor sua vontade. Quando quer aconchego vem de mansinho, se aconchega e vai ficando, ronronando baixinho. Sabe perfeitamente respeitar o espaço daqueles com quem convive, mas exige também a reciprocidade. Realmente, é um grande companheiro. Por isso não me arrependo de ter um dia falado “quero um gatinho para me fazer companhia”.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Verões na praia
Todos os anos, no mês de fevereiro, quando tirava férias, meu pai alugava uma casa na praia. A mania de todo portoalegrense é ir para a praia no verão. Primeiro, íamos para Pinhal, uma pequena praia no litoral sul do estado. Era uma festa! Lembro que uma vez fomos para uma casa que ficava rodeada de cômoros de areia. Era areia para todos os lados. Quando ventava, a areia entrava na casa. Quando íamos deitar, as camas estavam cheias de areia e tínhamos de sacudir os lençóis e estendê-los novamente. Quando chovia, lagoas se formavam entre as dunas. Divertíamo-nos, correndo nas pequenas lagoas que eram bem rasas, jogando água para todo o lado. Lembro de uma vez, que nessas brincadeiras, correndo atrás de nós, tia Célia foi sugada pela areia. De repente, foi afundando e já estava enterrada até a cintura, quando meu pai chegou. Ele conseguiu alcançar para ela um pedaço de pau – não sei onde ele arrumou naquela hora – e puxou-a para um lugar seco. Depois desse susto, não brincamos mais nas dunas em tempos de chuva. Não sei se foi por causa disso, mas meus pais não quiseram mais ir para Pinhal.
Então, começaram a alugar uma casa em Arroio do Sal, simpática praia no litoral norte. Durante uns três anos alugavam a casa de dona Chiquinha. Era uma casa bem espaçosa, com varanda em todos os lados, onde pendurávamos as redes. Porém, não havia um banheiro completo na casa, pois não havia água encanada naquela praia. Era tudo bem rudimentar. Era preciso tocar uma bomba para encher a caixa d’água que abastecia somente a cozinha, e o banheiro. No banheiro dentro de casa, só havia uma pia e um chuveiro frio. As “necessidades” eram feitas em uma casinha de madeira com um buraco no chão, situada no fundo do terreno. Chamávamos o cubículo de “casinha misteriosa”. Meu pai gostou muito desta praia e acabou comprando um terreno lá. Veraneamos também uns dois anos em Santa Terezinha, perto de Capão da Canoa. Lá já havia um pouco mais de conforto. Depois, voltamos por mais uns dois anos a passar as férias em Arroio do Sal em uma casa alugada em outra rua. Esta já continha um banheiro completo. Mas as paredes da casa eram todas cheias de furos na madeira. Meu pai alugou a casa sem saber que estava em péssimo estado, acho que ele alugou por anuncio do jornal. Só percebeu o estado da casa quando chegamos lá. Aí ele já havia pago o aluguel e resolveu ficar lá com a família para aproveitar o tempo bom que fazia. Só eu que não pude aproveitar os banhos de mar daquele verão ensolarado. Naquele ano, fiquei cheia de furúnculos nas pernas. Quase não aproveitei o veraneio, pois tinha de ficar em casa por não poder caminhar devido às dores e para não infeccionar com a areia e a água do mar. Quem me medicava era um vizinho, o dr. Peixoto, que era um veterinário. Ele me receitou antibióticos e pomadas que me aliviavam as dores. Todos riam e faziam chacotas por eu estar sendo tratada por um veterinário. E eu levava tudo na brincadeira. Enfim, fui bem tratada e melhorei. Como sempre gostei de ler, passei o verão lendo, fazendo palavras cruzadas e jogando cartas.
Já na adolescência veraneamos em Torres, uma das mais belas praias do Brasil. O marido de minha prima havia construído uma casa na Praia da Cal e insistiu muito para que meus pais fossem passar o verão na mesma praia. Meu pai alugou então a casa dona Amélia Maristani, uma pintora, amiga da família. Os veraneios em Torres foram maravilhosos. Formamos uma turma boa. Curtíamos as belezas da Praia da Cal, da Praia Grande, da Guarita, do rio Mambituba, os passeios até o alto do Morro do Farol ou o Morro das Furnas, as fortes ondas batendo furiosas nos rochedos, espalhando espuma branca. À noite organizávamos as “reuniões dançantes” nas casas de amigos e, nos fins de semana dançavamos no clube que ficava na beira da Praia da Cal ou íamos até o centro de Torres tomar sorvete. De madrugada os meninos vinham fazer serenata embaixo de nossa janela. Com tanto divertimento à noite, pela manhã não tínhamos ânimo para levantar. Dormíamos até tarde, como todo jovem em férias. Mas meus primos passavam bem cedo na nossa casa para nos chamar para irmos à praia. Gritavam lá da rua: “Vamos pra praia! Mar lindo! Céu lindo! Vamos aproveitar!”. Nós morríamos de raiva, mas acabávamos indo para não perder nada. Veraneamos em Torres por vários anos.
O que é isto no céu?
Em uma noite estrelada de verão, estávamos eu, meus irmãos, primos e alguns amigos tocando violão e cantando na varanda da casa de minha prima Ione, na praia de Torres, quando ouvimos um estrondo vindo do céu, parecendo um trovão. Olhamos assustados para o céu e vimos um clarão passando rápido em direção ao mar. Corremos todos para a beira do mar e, ao chegarmos, vimos uma luz vermelha em forma de bola parada acima da linha do horizonte, Já havia várias pessoas na beira da praia que tinham visto o mesmo fenômeno e também não sabiam o que era. Alguns subiram o Morro do Farol localizado na beira mar e, lá de cima, faziam sinais de luz com os faróis dos carros. A bola vermelha continuou no céu, impassível, por vários minutos até, finalmente, desaparecer.
Então, começaram a alugar uma casa em Arroio do Sal, simpática praia no litoral norte. Durante uns três anos alugavam a casa de dona Chiquinha. Era uma casa bem espaçosa, com varanda em todos os lados, onde pendurávamos as redes. Porém, não havia um banheiro completo na casa, pois não havia água encanada naquela praia. Era tudo bem rudimentar. Era preciso tocar uma bomba para encher a caixa d’água que abastecia somente a cozinha, e o banheiro. No banheiro dentro de casa, só havia uma pia e um chuveiro frio. As “necessidades” eram feitas em uma casinha de madeira com um buraco no chão, situada no fundo do terreno. Chamávamos o cubículo de “casinha misteriosa”. Meu pai gostou muito desta praia e acabou comprando um terreno lá. Veraneamos também uns dois anos em Santa Terezinha, perto de Capão da Canoa. Lá já havia um pouco mais de conforto. Depois, voltamos por mais uns dois anos a passar as férias em Arroio do Sal em uma casa alugada em outra rua. Esta já continha um banheiro completo. Mas as paredes da casa eram todas cheias de furos na madeira. Meu pai alugou a casa sem saber que estava em péssimo estado, acho que ele alugou por anuncio do jornal. Só percebeu o estado da casa quando chegamos lá. Aí ele já havia pago o aluguel e resolveu ficar lá com a família para aproveitar o tempo bom que fazia. Só eu que não pude aproveitar os banhos de mar daquele verão ensolarado. Naquele ano, fiquei cheia de furúnculos nas pernas. Quase não aproveitei o veraneio, pois tinha de ficar em casa por não poder caminhar devido às dores e para não infeccionar com a areia e a água do mar. Quem me medicava era um vizinho, o dr. Peixoto, que era um veterinário. Ele me receitou antibióticos e pomadas que me aliviavam as dores. Todos riam e faziam chacotas por eu estar sendo tratada por um veterinário. E eu levava tudo na brincadeira. Enfim, fui bem tratada e melhorei. Como sempre gostei de ler, passei o verão lendo, fazendo palavras cruzadas e jogando cartas.
Já na adolescência veraneamos em Torres, uma das mais belas praias do Brasil. O marido de minha prima havia construído uma casa na Praia da Cal e insistiu muito para que meus pais fossem passar o verão na mesma praia. Meu pai alugou então a casa dona Amélia Maristani, uma pintora, amiga da família. Os veraneios em Torres foram maravilhosos. Formamos uma turma boa. Curtíamos as belezas da Praia da Cal, da Praia Grande, da Guarita, do rio Mambituba, os passeios até o alto do Morro do Farol ou o Morro das Furnas, as fortes ondas batendo furiosas nos rochedos, espalhando espuma branca. À noite organizávamos as “reuniões dançantes” nas casas de amigos e, nos fins de semana dançavamos no clube que ficava na beira da Praia da Cal ou íamos até o centro de Torres tomar sorvete. De madrugada os meninos vinham fazer serenata embaixo de nossa janela. Com tanto divertimento à noite, pela manhã não tínhamos ânimo para levantar. Dormíamos até tarde, como todo jovem em férias. Mas meus primos passavam bem cedo na nossa casa para nos chamar para irmos à praia. Gritavam lá da rua: “Vamos pra praia! Mar lindo! Céu lindo! Vamos aproveitar!”. Nós morríamos de raiva, mas acabávamos indo para não perder nada. Veraneamos em Torres por vários anos.
O que é isto no céu?
Em uma noite estrelada de verão, estávamos eu, meus irmãos, primos e alguns amigos tocando violão e cantando na varanda da casa de minha prima Ione, na praia de Torres, quando ouvimos um estrondo vindo do céu, parecendo um trovão. Olhamos assustados para o céu e vimos um clarão passando rápido em direção ao mar. Corremos todos para a beira do mar e, ao chegarmos, vimos uma luz vermelha em forma de bola parada acima da linha do horizonte, Já havia várias pessoas na beira da praia que tinham visto o mesmo fenômeno e também não sabiam o que era. Alguns subiram o Morro do Farol localizado na beira mar e, lá de cima, faziam sinais de luz com os faróis dos carros. A bola vermelha continuou no céu, impassível, por vários minutos até, finalmente, desaparecer.
A parede branca
Depois de trinta anos, entro na casa onde vivi minha infância e juventude. Os mesmos móveis, o mesmo cheiro, as mesmas cores. As lembranças povoam minha memória. Vou até o quintal. Cadê o abacateiro? Cadê a ameixeira, cujos frutos, de tão doces e amarelos, deixávamos desmanchar em nossas bocas? Do alto de seus galhos fingíamos, meus irmãos e eu, estar percorrendo longínquos países, através de aviões imaginários de longo alcance. Corro para o meu antigo quarto de dormir, abro a janela e lá está: uma imensa parede branca. Cadê o Guaíba? Onde está o famoso pôr-do-sol de Porto Alegre? O mais bonito do Brasil. Aquele que Érico Veríssimo tanto apreciava e descrevia em seus livros. Onde está a paisagem que aprendi a amar, desde menina, da janela de meu quarto, na parte alta do bairro Petrópolis? Onde está o colorido que transportava meus sonhos? O verde das árvores, a dança das nuvens, misturando-se a um indescritível azul do céu - que jamais vi ou verei em outro lugar - onde ficaram? A ganância imobiliária, a modernidade, a competitividade levaram embora. Agora, quando abro a janela vejo só a parede branca do prédio construído ao lado de minha casa.
Não há mais olhares para um estuário um rio, ou um lago. Não há mais encantos. Somente uma tela, branca, destituída de histórias, sem paixão, sem afeto, sem lembranças. Ficou a cidade lá embaixo, com seu traçado marcado por uma absoluta impessoalidade, escondida, sem o sentido que só a memória vivida consegue contar.
Não há mais olhares para um estuário um rio, ou um lago. Não há mais encantos. Somente uma tela, branca, destituída de histórias, sem paixão, sem afeto, sem lembranças. Ficou a cidade lá embaixo, com seu traçado marcado por uma absoluta impessoalidade, escondida, sem o sentido que só a memória vivida consegue contar.
Casa de bonecas
Em outro Natal, ganhei de meus padrinhos Mário e Araci, uma casa de bonecas. Era uma casinha feita de madeira, toda pintada. Media mais ou menos um metro de comprimento, 80 cm de altura e 40cm de profundidade. Tinha dois andares. No de baixo, tinha sala de estar, sala de jantar e cozinha; no de cima, dois quartos e o banheiro. Uma perfeita casa.
Foi a sensação da festa. Os adultos discutiam para ver quem ia montar a casa, enquanto as crianças esperavam com impaciência para poder brincar. Quando ficou pronta (linda!), eu coloquei cuidadosamente as mobílias e os bonequinhos nos seus respectivos cômodos. Brincamos até o sono chegar. Esse foi um dos brinquedos que mais apreciei na infância. Muitos anos passaram e eu brincando com esta casinha, variando as mobílias e as estórias que inventava para seus habitantes.
Foi a sensação da festa. Os adultos discutiam para ver quem ia montar a casa, enquanto as crianças esperavam com impaciência para poder brincar. Quando ficou pronta (linda!), eu coloquei cuidadosamente as mobílias e os bonequinhos nos seus respectivos cômodos. Brincamos até o sono chegar. Esse foi um dos brinquedos que mais apreciei na infância. Muitos anos passaram e eu brincando com esta casinha, variando as mobílias e as estórias que inventava para seus habitantes.
Assinar:
Postagens (Atom)